sábado, 2 de julho de 2011

Considerações sobre a "homofobia"


Indivíduos na parada gay lutando contra a homofobia com muita "inteligência e argumentos sólidos"



Este texto tem por objetivo fazer uma crítica à PL 122 por eu entender que ela será inútil em acabar com o preconceito contra homossexuais e  ainda abrirá uma porta oportunista para os pedófilos.

O que propõe a PLC 122?

Artigo 1º: Serão punidos na forma desta lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gêneros.

Creio que esse artigo  cria um paradoxo. Se a discordância moral de religiosos contra a homossexualidade  pode ser classificada de “discriminação” e “preconceito”,  como fica o direito de expressão e culto desses religiosos que também é garantido pela constituição? A discordância moral não é necessariamente, uma discriminação.

Cristãos pregam contra vícios, pornografia, e por fé, sentem-se portadores da verdade divina para a salvação de todo aquele que creia em Jesus Cristo. Será que isso se configura discriminação e preconceito contra  fumantes,  viciados em drogas e  budistas? A moral e a fé cristã devem ser criminalizadas?

Para que a lei fosse abrangente, teríamos que aumentar bastante essa lista de discriminados ad infinitum...

Ou seja, todos nós temos nossos preconceitos ainda que não declarados e a maioria de nós já foi vítima de algum tipo de preconceito, mas não é verdade que o preconceito sempre descambe  para a violência. 

A maioria de nós já contou piadas sarcásticas (e "preconceituosas") de português, de judeus, de advogados, de padres, e isso não quis dizer que seríamos capazes de entrar em uma cruzada para matar  nossos patrícios,  judeus, advogados...

 Na expressão “livre orientação sexualpode caber tudo o que  não é aceitável(ou comum) pela maioria dos brasileiros: pedofilia, zoofilia, necrofilia, por exemplos. O necrófilo vai querer também lutar pelo seu direito de exercer sua “orientação sexual” que é comer cadáveres e o pedófilo vai exigir seus direitos de comer sua filha(o)de 5 anos de idade; e os de orientação zoofilicas, exigirão uma lei para que se reconheça o seu casamento, por exemplo, com uma cadelinha poodle.

As entidades gays, querendo punir a verdadeira violência contra homossexuais que vêm não de religiosos cristãos, mas de nazistas e machões violentos ultrapassados, querem amordaçar todo aquele que for moralmente contra a sua “orientação sexual”.  

Será que em breve seremos criminalizados por sermos contra a pedofilia? Ou a necrofilia?

 “Os pedófilos ativistas pretendem defender a tese polêmica de que a pedofilia não seria uma doença ou um desvio sexual, mas sim uma orientação sexual específica, tanto quanto a heterossexualidade ou a homossexualidade  e desejam o reconhecimento da sociedade neste ponto . Sua pretensão não encontra apoio na comunidade científica, que condena também as tentativas de "neutralização do crime de pedofilia.” (Artigo da Wikepédia)

Por isso eu sou contra a PL 122; ela é mal feita, dá margens para oportunistas e calam a livre expressão dos que são apenas moralmente contra a prática homossexual e que jamais seriam capazes de espancar ou de matar um gay.

Voltemos à PLC.


Artigo 16º, parágrafo 5ª: O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.



Mas que artigo subjetivo é esse? O que seria um constrangimento moral para um casal gay? O que seria um constrangimento filosófico para um gay? Seria o que alguns já estão tentando fazer ao dizerem que se sentem constrangidos com a bíblia pois ela é “homofóbica”? Ou que sentem atacados  pelos textos do filósofo Olavo de Carvalho? Vão fazer o quê? Prender o filósofo? Queimar todas as bíblias e qualquer texto cujo autor não aceite ser 
amordaçado?

Falando em  Olavo,  odiado(olavofobia???)  por 10 entre 9 militantes gay, ele escreveu:

Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus, quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.
Quem está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra.

Eu me sinto bem a vontade criticando esse projeto de lei pois eu não sou contra a prática homossexual e nem contra a união estável de homossexuais e nem mesmo que eles demonstrem afeto em local público. Mas volto a repetir que a PL é mal feita e não cumprirá o que pretende.

Em recente debate na UFSM, no Rio Grande do Sul, com o tema “homofobia é crime”?  os participantes chegaram à conclusão de que aprovar uma lei que puna a homofobia não resolverá o problema, que é bem mais complexo, e que passa por mudanças educacionais e culturais.”
Para o professor Guilherme Correa, do departamento de Metodologia do Ensino, a homofobia não será combatida através de uma “pedagogia da punição”. Acrescentou o professor que jamais optaria por um dispositivo criminalizante, pois “ninguém sai melhorado da cadeia”. Para ele, se foram criados mecanismos de transformar o homossexual em problema, isso não deve ser feito agora com a figura do homofóbico. “Não devemos usar os mesmos dispositivos que foram pensados contra os homossexuais. Devemos pensar em estratégias mais vivas”, ressaltou o professor da UFSM.( UFSM)
Concluíndo,  creio que o problema da discriminação contra homossexuais não se resolverá criando uma casta de pessoas incriticáveis moralmente por aqueles que discordam da sua “orientação sexual” e criminalizando  pessoas religiosas que nunca levantarão a mão para agredir um gay. Discordar de uma atitude moral não pode ser crime. 
Se o homossexualismo é uma atitude moral ou é uma condição inata da natureza, cabe discussão, claro,  mas não acho que colocar no mesmo patamar a homossexualidade e a etnia, por exemplo, seja razoável. Afinal de contas, alguém por aí já achou o tal "gene gay"?
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